| S | T | Q | Q | S | S | D |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | ||
| 6 | 7 | 8 | 9 | 10 | 11 | 12 |
| 13 | 14 | 15 | 16 | 17 | 18 | 19 |
| 20 | 21 | 22 | 23 | 24 | 25 | 26 |
| 27 | 28 | 29 | 30 |
Quando um ciclo termina, outro se inicia.
(perto do fim)
Sinto-me novamente com antes, mas
Nada tão intenso houvera se instalado
Em mim das últimas vezes. A dor da
Mudança é única, inesperimentável.
Acontece que, na circularidade das coisas,
Chega uma hora, que dentro de mim,
O emaranhado de informação começa
A se reciclar, a perder sua essência.
Choro, não um choro de certeza, mas um
Choro de dúvida, falta-me a clareza de outrora.
Sinto que estou morrendo lentamente. Ninguém
Chora a minha morte. Somente meus olhos.
Por mim e alheio a mim, minha vida
Me deixou, meu amor me sufocou
E deixou que eu me elevasse
Sem querer se elevar comigo
Domingo chove, e dúvida da segunda percorre
Prematuramente a minha destroçada alma. Hopeless.
Eu percorrera o caminho sozinho, sem motivo
Agora eu tenho companhia. Sempre a tive.
Príncipe de que? De quem? De onde?
O que sobra de mim e o que permanece
Para o próximo ciclo, a próxima viagem?
O amor, a alma, a dor, a calma, ou o nada. O zero!?
Outubro de 2006.